Sábado, Dezembro 05, 2009

Grupo a grupo,

palpites para a

Copa do Mundo



Grupo A

África do Sul, México, Uruguai e França

Para mim divide com o grupo B, o da Argentina, o título de grupo mais difícil. Dois campeões mundiais na mesma chave, uma potência emergente e os donos da casa. Aposto em México e Uruguai, já crendo em uma zebraça de cara. Confesso que a mão do Henry me faz pensar na França fora da primeira fase e que também torço pelo combalido Uruguai.

Grupo B

Argentina, Coréia do Sul, Nigéria e Grécia

Pedreiras esperam nossos maiores rivais. A Coréia do Sul é aquela correria que atrapalha a vida de quem quer jogar futebol. Os caras correm tanto que estragam o jogo. Mas têm bons jogadores, é verdade. A Nigéria já não é um time qualquer faz tempo, resta saber se estarão em tempo de brincadeira ou de jogar sério durante a Copa. A Grécia é uma retranca competente. Argentina é favorita e deve passar levando a Nigéria junto.

Grupo C

Inglaterra, Estados Unidos, Argélia e Eslovênia

Os ingleses são favoritaços no grupo, o que nunca é bom em se tratando de Inglaterra. Mas é o melhor time dos inventores do jogo desde muito tempo. Os Estados Unidos são um bom time hoje no cenário mundial, dão trabalho pra todo mundo e ganham de muita gente boa. A Argélia conseguiu uma classificação maravilhosa, mas acho que o prêmio é a primeira fase. Não sou hipócrita nem mentiroso e digo que não conheço nada da Eslovênia por enquanto. Passam metrópole e colônia.

Grupo D

Alemanha, Austrália, Sérvia e Gana

Grupo que pinta como fácil para a Alemanha, mas pode não ser tanto assim. Gosto da bola que se joga na Sérvia, tem muito do futebol latino, bom toque, jogadores habilidosos e de sangue quente. Gana é zebra, digam o que quiserem. Assim como a Austrália, que deve ser retranca total. Aposto em Alemanha e Sérvia.

Grupo E

Holanda, Dinamarca, Japão e Camarões

A Holanda tem muito mais fama do que bola. Não digo que não seja um bom time, mas tem panca de grande sem ser, historicamente falando. E pipoca na hora de decidir. Mesmo assim, deve levar a Dinamarca como convidada para um passeio na segunda fase. E talvez ambas voltem desse fase mesmo, juntinhas.

Grupo F

Itália, Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia

Acho que a Itália vem forte como sempre. Nova Zelândai fará turismo na África. Paraguai e Eslováquia devem decidir a segunda vaga do grupo na etapa eliminatória. O bom time paraguaio contra a Itália vai ser um dos jogos mais interessantes da primeira fase.

Grupo G

É o do Brasil. Já disse antes que a Coréia do Norte é moleza, Costa do Marfim é embaçado e Portugal é complicado. Passam Brasil e Portugal. Mas que o Brasil se classifique antes de pegar os irmãos portugueses e vice-versa.

Grupo H

Espanha, Suíça, Honduras e Chile

A Fúria chega como favorita de fato talvez pela primeira vez na história, mas ainda não dá para sentir aquela firmeza. Aposto nela, na Inglaterra e no Brasil como maiores candidatos. Acho que o Bielsa vai levar o Chile até a segunda fase e tirar a irritante retranca Suíça do caminho.

Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

Coréia do Norte é moleza

Costa do Marfim é embaçado

Portugal é complicado

Quinta-feira, Dezembro 03, 2009

Criminosos estão

acabando com o

torcedor comum


Aconteceu no Flamengo, no Fluminense, no São Paulo, no Corinthians, no Palmeiras, no Bahia, em toda parte. Acontece até em times de menor expressão, de porte médio. Até em times pequenos, sem milhões de torcedores.

Dirigentes, jogadores, todo mundo sabe que criminosos estão tomando conta do que outrora eram as torcidas de futebol, as torcidas comuns. É um caminho sem volta se as autoridades não agirem. Já passou da hora.

Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

Desabafo de um corintiano


Dando sequência à série de desabafos aqui publicados, agora é a vez do Rodrigo Mendes, corintiano, que me autorizou a reproduzir a mensagem que mandou para o blog.

Taí, Rodrigo, e obrigado pela colaboração.


Caro Nori, antes de mais nada, acho que devo me apresentar. Sou um simples cidadão brasileiro, trabalhador, pai de família, com 32 anos, do interior de SP, corinthiano de coração.

Muito tenho lido sobre a ética no esporte, a honra, etc etc. enfim, o fato de entregar ou não uma partida.

Quero deixar meu comentário sobre esse assunto. Como cidadão brasileiro, não gosto da manipulação dos resultados. Acho uma falta de respeito com os torcedores, que só insistem em continuar acompanhando seu time por uma única razão - ou melhor, a falta de razão, que seria o amor incondicional para com o clube.

E num país onde os políticos demonstram que a corrupção está cada vez mais enraizada, seria de se estranhar o futebol, que gera milhões de reais para algumas poucas pessoas, não fosse vítima da famigerada corrupção. Mas, como somos apaixonados pelo time, prefirimos acreditar que isso não existe, ou fingir que não foi nada tão sério.

Agora, como um torcedor que sou (e não sou fanático), tenho de admitir: o fato de, digamos, não ajudar um time rival não me deixa tão injuriado assim. Falando especificamente do São Paulo, nós, os torcedores (pelo menos todos com quem conversei) não acharam ruim o nosso time perder para o Flamengo. Muito pelo contrário. E sabe por que? Porque nessa rivalidade (às vezes doentia) entre os clubes, a arrogância dos colegas torcedores são paulinos seria muito pior de "engulirmos" do que as reclamações de que entregamos o jogo.

Ora, o que nos deixa realmente injuriado, é quando nosso time precisa vencer por qualquer motivo (classificação, título, evitar rebaixamento, ou até mesmo quebrar ou manter tabus), e os jogadores não se empenham simplesmente para derrubar técnico, ou derrubar outro colega de elenco, coisas que também já testemunhamos e não teve tanta repercussão como a desses dias.

O fato de não se empenhar para prejudicar um rival, seria muito mais "justificável", se é que isso é possível, pois garanto que não seria somente para atender a interesses de alguns poucos, mas sim uma grande parcela da população. E ainda mais, e principalmente, em um jogo que não valia absolutamente nada mais para o time, a não ser o fato de diminuir consideravelmente as chances do rival.

Rival, aliás, que se tivesse feito seu trabalho direito, não precisaria se preocupar se os outros times fariam ou não seus deveres respectivamente. Se você desejar, pode incluir esse comentário. Não tenho problemas com isso. Um grande abraço, e continue com seu ótimo trabalho. Rodrigo Mendes.

Terça-feira, Dezembro 01, 2009

O desabafo de

um rubro-negro

Publico agora o desabafo enviado ao blog pelo flamenguista Alaor Neto. E acrescento minha opinião antes. Concordo com ele. Não existe futebol brasileiro forte sem futebol carioca forte. Vasco campeão da B e Flamengo provável campeão da A mostram que com organização e trabalho sério, o futebol do Rio é tão forte como o de São Paulo e de qualquer outra praça. O futebol paulista é mais rico porque o estado é mais rico, isso é consequência. E o futebol brasileiro precisa do Rio forte sempre. E, como disse hoje no Arena SporTV, nada pode tirar o mérito de um provável título do Flamengo, que se vier, virá na bola, com total justiça pelo que fez durante o campeonato. Se alguém entregou ou vier a entregar jogo, não é culpa do Flamengo.


EU QUERO DEIXAR AQUI UM DESABAFO. Por favor Nori, leve em conta meus argumentos em um post, dê publicidade, porque o que estão fazendo é uma canalhice.

Explico: sou flamenguista, não dos fanáticos, mas desde criança. E como apreciador de futebol, não só o do Flamengo, mas em geral, fico indignado com a miopia da imprensa quando se fala de futebol. Só São Paulo (O estado) é importante, criou-se uma imagem de que o futebol carioca não é capaz de ser competitivo, visão que ficou agravada com as recentes conquistas do clube São Paulo, de maneira que não se olha dados, mas sim os sentimentos, o que é muito errado.

O time do Flamengo é atual tricampeão carioca, o segundo campeonato estadual mais forte do país, na minha visão. Nos últimos anos ficou em 3º e 5º respectivamente no campeonato brasileiro, lutando pelo título, inclusive. Nem por isso foi citado no início da competição atual como favorito, sendo que manteve a base das boas campanhas e ainda trouxe reforços de classe mundial.

AGORA, novamente o time faz uma boa campanha, COMO TEM FEITO HÁ TRÊS ANOS SEGUIDOS, chega na última rodada em PRIMEIRO, e só se fala em Grêmio entregar jogo, como se a única maneira do Flamengo ganhar o jogo fosse com o Grêmio entregando, como se pra um time da qualidade do Flamengo fosse impossível ganhar do time do Grêmio, mesmo em casa, time este que, lembre-se, ganhou APENAS 1 JOGO FORA DE CASA EM TODO O CAMPEONATO.

Quero alertar a você Nori, e a todos da imprensa esportiva, que a partir da falta de crédito que se insiste em dar a um time carioca, talvez seja feita a maior das INJUSTIÇAS com o time do Flamengo, que repito, formado de profissionais competentes, que vem desempenhando um papel de ponta no futebol brasileiro nos últimos anos, e ficarão marcados, CASO GANHEM O CAMPEONATO, por terem sido campeões com em um jogo armado, mesmo que não seja, sem levar em conta todo o decorrer do campeonato, todos os 37 jogos que deixaram o Flamengo agora em primeiro lugar.

Não se pode deixar que o preconceito e que a preocupação de um SUPOSTO corpo mole por conta do Grêmio (é óbvio que qualquer irregularidade será apurada pelo STJD) rebaixem o MÉRITO de um time de qualidade que tem no futebol o seu trabalho, e que merecem o reconhecimento pelo que fizeram. Abraços.
Respeitável público, ou

o desabafo do blogueiro

que se chama Cláudio

Segue abaixo o desabafo do blogueiro Cláudio, que publico com autorização do mesmo. É um ponto de vista a ser debatido com respeito.


Olá, Noriega. Vou dar minha opinião. O maior problema que eu vejo nisso tudo não é sequer mencionado. Tudo bem, o Flamengo não tem nada a ver com o desinteresse do Grêmio. Sim, o clube carioca fez mais pontos. Sim, é lamentável a atitude do goleiro corintiano. Os enfoques são sempre estes e são sempre bastante superficiais. E são superficiais porque nunca se lembram de um enfoque muito importante: o enfoque do RESPEITÁVEL PÚBLICO.

Ora, não é só uma questão entre Flamengo, Corinthians, Grêmio, STJD, CBF, São Paulo, Palmeiras etc. E não diz respeito somente às torcidas desses times. E o público que acompanha a competição e que acredita, veja só, que a competição é uma competição?

Estou há meses comprando pacotes de tv, ingressos, camisas, lendo jornais, blogs, gastando o meu tempo com jogos, reportagens e por aí vai. Pra quê? Pra chegar no final e presenciar um time entregar o jogo?É isso?

No final das contas, todo o meu gasto emocional, de tempo e de dinheiro fica resumido a uma farsa (O Corinthians, ontem, me chocou)? O grande problema, Noriega, é que o futebol é muito maior que a rivalidade entre os clubes. E um Felipe da vida parece que não tem nem idéia disso...Na verdade, fica parecendo que tudo é uma grande farsa. Afinal, nos foi vendida a idéia de que o melhor será definido por critérios esportivos. Mas como isso é possível se o Flamengo será campeão com seus dois últimos jogos sendo entregues pelos adversários?

Mais: e o precedente de desconfiança que se cria? Se um grande ídolo, com toda a sua história de glória e superação, como é o Ronaldo, simula uma contusão, o que esperar de seriedade daqui pra frente? Ele entregou por uma suposta rivalidade. Outros entregarão por qual motivo? Na verdade, isso aí é muito mais sério do que sugere o enfoque embasado unicamente na rivalidade. Ou numa suposta opinião do que acha este ou aquele...

A questão é ética, mas vai também além da ética. Ela entra no campo jurídico. Eu estou sendo desrespeitado no meu direito de que uma competição esportiva seja definida por critérios esportivos. De uma competição que me foi vendida como sendo esportiva, com critérios e regras claras.
Para pensar sobre

rivalidade e esporte


Belo texto do Wianey Carlet sobre a rivalidade da dupla Gre-Nal e a ética esportiva.

Pra quem não gosta de link, reproduzo.


Rivalidade ou futebol, o que vale mais?

Autor: Wianey Carlet


Eu entendo que se o Grêmio não perder para o Flamengo, o Olímpico poderá ser depredado, os dirigentes agredidos e os jogadores amaldiçoados. Eu entendo que a rivalidade, modelo gaúcho, só tem um mandamento: o mal do rival acima de tudo. Eu entendo tudo, pois sou gaúcho, nasci neste recanto, convivo com as suas realidades e não posso ignorá-las.

E sei que se os papéis fossem invertidos, os colorados estariam exigindo derrota do Inter para não beneficiar o Grêmio. É assim que seria e tudo isto eu entendo. Porém, não me peçam para aceitar esta realidade como se fosse algo natural, ético e recomendável. Quem sempre detestou e discursou contra esta rivalidade predatória não pode ser obrigado a aplaudir os seus efeitos imorais.

Sim, porque a imoralidade não está nas fórmulas ou no esporte. Ela está inserida na natureza humana. E, no caso presente, é alimentada pelo ódio que nutre a rivalidade Gre-Nal. Ou, a rivalidade é nutrida pelo ódio, não faz diferença.

Eu entendo, mas não aprovo, permitam-me assim pensar. Sempre tratei o futebol com a seriedade que me parecia merecer. Uma disputa que só poderia sobreviver na sua integralidade se observasse algumas regras morais. Mas compreendo quem pensa que a rivalidade é mais importante do que o esporte. Entendo e discordo.

A rivalidade político-partidária, por exemplo, atrasou o desenvolvimento do RS. Culpa do ódio entre as facções. Primeiro os seus interesses menores, depois o Estado. Não aprenderam com os nordestinos que se unem quando o interesse regional se impõe.

Eu compreendo que os caminhos do futebol gaúcho chegaram a um ponto sem volta. Cronistas esportivos de outros estados declaram que a rivalidade é a maior do Brasil, talvez do mundo, e já não temos nem discernimento para perceber que não se trata de elogio. Por todas as razões acima enumeradas, o Grêmio não pode deixar de perder para o Flamengo, eu entendo. Mas não exijam que eu aplauda a fraude. Se houvesse outra prioridade esportiva, eu aceitaria. Mas não há. Existe, apenas, o desejo de prejudicar terceiros. Aprove quem quiser. E não se aleguem interesses financeiros. Se existem diferenças econômicas entre clubes elas nascem da competência de cada um.

Fui comandado, certo tempo, por um diretor inepto que costumava prever a falência do concorrente sempre que era informado sobre alguma iniciativa do rival. E nada fazia. Como sempre, o tempo colocou tudo no seu lugar. O concorrente cresceu e o meu diretor sumiu. O tempo é, mesmo, o senhor da razão.

Flamengo não tem nada

a ver com um eventual

desinteresse do Grêmio




Uma coisa que fique bem clara para quem gosta de Esporte, esse com E maiúsculo. Qualquer associação que junte o Flamengo a a um possível desinteresse do Grêmio no jogo de domingo. Vejo algumas ilaões perigosas no meio do caminho.

O Flamengo chegou onde chegou porque mereceu e somou 64 pontos em 37 rodadas, coisa que os outros não fizeram. Faltou foi competência principalmente, pela ordem, a Palmeiras, São Paulo, Inter e Atltéico Mineiro. O Flamengo ganhou do São Paulo, do Palmeiras e do Atlético na reta final. Empatou com o Inter num dia de pólo aquático e não de futebol.

Erros de arbitragem houve para todos os lados, pró e contra. E se o goleiro do Corinthians tomou a lamentável e reprovável atitude de não ir na bola no pênalti de Léo Moura (as imagens da TV Globo estão aí para serem vistas e analisadas por todos), isso é problema do Corinthians, de seus torcedores, de seus sócios, conselheiros e dirigentes. E também do STJD e da CBF.

Se o Grêmio e o Corinthians colocam a rivalidade com Inter, São Paulo e Palmeiras acima do seu próprio comportamento como clube de futebol, isso é lá problema do Grêmio, co Corinthians, da CBF e do STJD.

Quem escreve isso é alguém que não tem vergonha nem medo de reconhecer que há um mês não acreditava que o Flamengo pudesse chegar. E o Flamengo chegou na bola, jogando mais do que os outros. Se o Grêmio não quer jogar toda a bola que deve no jogo final porque entende que mais importante do que uma vitória sua é uma derrota do Inter, que a coisa se resolva entre os farroupilhas e os dirigentes do futebol nacional.

E antes que algum boboca do bairrismo se manifeste, nasci em Jaú, interior do Estado de São Paulo, terra do glorioso Galo da Comarca, o XV de Jaú.

Segunda-feira, Novembro 30, 2009

Você acha que seu time

pode entregar um jogo?


Essa é a pergunta que quero fazer. O assunto está aí, palpitando, percorrendo o País. E você, torcedor, que me dá a honra de passar pelo blog, o que acha? Pensa que seu time tem o direito de entregar um jogo para evitar que o maior rival se classifique ou ganhe um título?

Como funciona a questão da ética, do esporte, da lisura na sua cabeça de cidadão e em seu peito de torcedor?

Se um time entregar o jogo deliberadamente ele deve ser punido? E escalar os reservas, é lícito?

Que baita confusão!!!!
Aos idiotas do bairrismo


Aqui se publica tudo, elogiando, metendo o pau, concordando, discordando. Infelizmente alguns pobres de espírito ainda acham que alguém faz seu trabalho porque mora desse ou do outro lado da Ponte Aérea. Devem ser os mesmos que acham que o Rio ainda é a Capital do Brasil ou que só em São Paulo se trabalha. É gente que analisa você pelo sotaque. Valha-me, Deus!!!

Quanta bobagem. O futebol é do Brasil, o campeonato é brasileiro, mas alguns insistem em resumir a discussão a Rio x São Paulo.

Continuarei publicando todas as opiniões que chegarem, mesmo a de alguns bobocas que acham que não serão publicadas. Os que têm heróis de papel e que acham que a função de jornalista esportivo é falar bem do time dele e mal do time do estado ao lado.

Concordar e discordar faz parte. Acertar e errar também. Felizmente a maioria gosta mais de futebol do que desse bairrismo rançoso e idiota.

PS: internauta Alexandre, sua mensagem foi publicada, viu! Abs.
Uma vez Flamengo,

seis vezes Flamengo?


Ao que tudo indica, o Brasileirão 2009 terá como destino final a Gávea. Merecido, diga-se de passagem, se for confirmado. Eu disse na TV e escrevi aqui que, honestamente, não acreditava que o Flamengo chegasse. Não por duvidar do Flamengo, mas por não acreditar que Palmeiras e São Paulo vacilassem como vacilaram.

O Mengão não vacilou e chega à última rodada em condição pra lá de favorável. Deve pegar um time reserva do Grêmio, num Maracanã abarrotado. Pela frieza demonstrada na vitória sobre o Corinthians, o Flamengo deu pinta de que pode. O time parece ter importado aquela tranquilidade contagiante de seu novo técnico, Andrade, que era uma espécie de termômetro do maior Flamengo da história, aquele de Leandro, Júnior, Adílio, Andrade e Zico, entre outros grande craques.

A frieza rubro-negra constrastou com o nervosismo corintiano em Campinas. Parecia que quem tinha muito a ganhar ou perder era o alvinegro paulista e não o rubro-negro carioca. Para piorar, uma arbitragem confusa do péssimo Evandro Rogério Roman. Mas nada que possa tirar o mérito e o brilho da vitória flamenguista. Registros negativos para o fato de Felipe, para mim, não ter ido na bola na cobrança do pênalti de Léo Moura. Lamentável. Ali estava a camisa do Corinthians, um clube que ele não pode submeter a isso. Serão tomadas providências?

Brilho que sobrou ao Flamengo faltou ao São Paulo durante o campeonato inteiro e não esteve presente no Serra Dourada. O São Paulo que prometia exalar frieza e competitividade no momento decisivo, foi atropelado pelo Goiás, a ponto de os próprios dirigentes tricolores paulistas estarem jogando a toalha. O problema não foi capacidade de decisão, personalidade etc. Faltou o bom e velho futebol ao atual tricampeão.

Futebol que parece ter voltado tarde demais ao Palmeiras, que liderou a maioria do campeonato e muito provavelmente não levará o título por não ter sabido conquistá-lo. Com Cleiton Xavier e Maurício Ramos de volta e com a entrada tardia de Deyvid Sacconi, o time de Muricy Ramalho reeditou alguns bons momentos e teve um gol antológico de Diego Souza.

Triste parece ser a sina de Celso Roth. Agora no Atlético Mineiro ele repete o calvário de quem larga na frente e derrapa nas últimas curvas. A pergunta que não quer calar: falta qualidade a Roth ou ele nunca teve um time com qualidade para chegar?

Por último mas não menos importante aparece o Internacional. Favoritaço de todos no início, já tinha até desistido da luta, mas ainda sobrevive. Para mim tem o melhor elenco do Brasil, mas também fraquejou em momentos importantes. O pesadelo de todo Colorado reside no fato de o Flamengo decidir contra o Grêmio. E aquela história do time reserva a coroar uma rivalidade centenária e sem paralelo no País.

Outra pergunta que não quer calar: como permitir que na reta decisiva de um campeonato uma equipe vá a campo com a equipe reserva, mesmo estando em seu direito? Em defesa do meu ponto de vista, várias vezes aqui manifestado democraticamente, deixo algo para se pensar em casa: jogo de mata-mata não tem time reserva e nem mala branca.

Sexta-feira, Novembro 27, 2009

O futebol virou o

reino da hipocrisia


Antes de mais nada, que fique claro: o presidente do Palmeiras está sofrendo de verborragia, tem falado mais do que deve e prejudica sua imagem de dirigente arejado e diferenciado. Certas coisas qualquer torcedor pode e deve falar, mas um dirigente não deveria.

Outra coisa é confundir uma declaração oficial com um vídeo particular, privado. Lembram-se do Kléber, hoje no Inter, quando jogava no Santos, cantando musiquinhas para ironizar o Corinthians? Vazou e foi um escândalo. Ou então o Marco Aurélio Cunha, dirigeten do São Paulo, cantando o hino do Santos?

Pois é, tem gente maldosa que faz uso disso, de situações particulares que terminam sendo veiculadas como se fossem posições públicas e oficiais.

Escrevo tudo isso para dizer que o futebol está se transformando num grande reino da hipocrisia, do politicamente correto. Não há coisa mais normal do que um torcedor provocar o outro, brincar com os apelidos. Um chama de bambi, outro de porco, outro de urubu, de barbie e por aí vai. Isso é a saudável gozação do futebol. Rola até de pai para filho, que mal existe?

Há, ainda, o aspecto do mau uso desse tipo de declaração por parte da mídia. Sou da mídia mas não sou corporativista. A gente erra - e muito. Também ajudamos a acirrar os ânimos quando puxamos termos como matar ou morrer, jogo de vida ou morte, guerra, tiro de misericórdia etc.

Antigamente isso tinha outro sentido, era mais leve. Hoje os dentes rangem por qualquer coisa e pode terminar em tragédia. É preciso mais responsabilidade, mais critério. Por parte dos jogadores, dos dirigentes, dos jornalistas e, também, dos torcedores.

Há alguns anos as provocações entre dirigentes e jogadores eram mais comuns. No Rio a mídia sabia utilizar isso de maneira sadia, com bom humor, criando duelos que ajudavam a encher os estádios e manchetes sensacionais. O paulista sempre foi mais mal-humorado que o carioca. Basta ver as paisagens e o trânisto para compreender. Acontece que esse mau humor foi transferido para o futebol em forma de violência entre os estúpidos fantasiados de torcedores. Virou guerra. Para quê?

Jogadores como o ex-atacante Viola fazem falta porque gostavam das apostas, das brincadeiras, das provocações sem maldade. Entendo até que o dirigente são-paulino Marco Aurélio Cunha tente fazer isso e muitas vezes seja incompreendido. O palmeirense Belluzzo tenta o mesmo, talvez falte a ele mais apuro com a palavra falada.

Em Minas e no Sul, onde as rivalidades são mais acirradas por estarem basicamente divididas em dois, é mais complicado lidar com esse tipo de brincadeira. Mas vemos bons exemplos, mais saudáveis, embora tenhamos que conviver com mortes e brigas idiotas.

O que parece estar sendo engolido pela hipocrisia reinante é que o futebol é o terreno da brincadeira, da gozação, da picardia entre os amigos. Futebol não vale briga (quase nada vale), quanto mais uma vida?

Que problema existe em tirar um sarro, em provocar sem maldade no coração?

O futebol está longe de ser a coisa mais séria e mais importante do mundo. Não podemos transformá-lo num ringue de imbecilidades. Menos hipocrisia e mais alegria não fariam mal a ninguém.